Vingadores Guerra Infinita... ÉPICO!
A Marvel aqui quebra barreiras, paradigmas nos seus filmes e expectativas. Sem piedade com seus personagens, e mostrando pro seu público o porquê de tudo isso, o estúdio consolida sua força na história do cinema. Nenhum outro plano deu tão certo em tantos filmes, de forma sequencial e com tantos personagens. Foi muito bom ficar anos teorizando o que ia acontecer, e até a espera desse terceiro filme dos Vingadores foi válida... o problema é que agora existe o próximo filme e essas barreiras, paradigmas, expectativas, teorias e espera vão acabar deixando alguém louco… quiçá esse que vos escreve.
Esse texto contém spoilers de Vingadores Guerra Infinita.
Assim como o vilão Thanos já ‘chega chegando’ eu não me estendo em dizer que esse filme não é sobre os Vingadores, é sobre Thanos. O Titã Louco, que teve seu planeta natal ser devastada enquanto não lhe davam ouvidos, resolveu por conta própria solucionar um problema universal, a falta de recursos. Para isso ele terá de reunir 6 jóias cósmicas, que lhe darão poderes para realizar o seu sonho - eliminar metade dos seres do universo, e assim permitir que a outra metade prospere em meio aos recursos restantes. É um plano válido e só. Digno de um vilão, mas que com certeza tem suas incongruências. Mesmo que não resolva o problema proposto, mas ainda sim, justificável.
É aí que a Marvel acerta, pois trás um vilão poderosíssimo, que já inicia a projeção possuindo uma das jóias, humilhando o Hulk, matando o Loki e deixando todo mundo com a boca aberta. Quando a logo do filme aparece em tela, já sabemos todo o perigo que os heróis estão correndo. Os irmãos Russo nem tinham de desenvolver ninguém, poderia ser só um filme recheado de cenas de ação e embates entre heróis e vilões, afinal, eles tinham tantos filmes já lançados anteriormente. E por isso dão muito mais tempo de tela pro vilão. E que vilão bem feito, o CGI aqui está incrível, mesmo que algumas vezes não pareça ter tanto peso com seu andar, mas nós acreditamos que ali tem um cara roxo e gigante. A atuação de Josh Brolin se sobressai, e passa a dar mais medo do que a computação e captura de movimento conseguem fazer.
Se por um lado temos um vilão destemido, do outro lado temos um número muito alto de heróis tentando detê-lo. E o filme acerta também em criar pequenos grupos, e dividir o tempo de tela, mesmo que muitos não façam tanta diferença assim e alguns atores estejam em modo automático. O melhor núcleo, aquele que vai para Titan e é formado por parte dos Guardiões da Galáxia junto com o Homem de Ferro, Doutor Estranho e Homem Aranha, é a única parte - que poderia ser - capaz de deter Thanos, mas o inevitável estava diante de nós desde o começo... as equipes de heróis nada conseguem fazer para evitar o fim trágico. E que final, novamente sem palavras pra explicar, épico! A coragem em fazer desaparecer mais da metade dos heróis é tão impactante que nas várias rodas de discussão o assunto principal é só esse. Aumentando ainda mais a espera pela continuação que será lançada só ano que vem.
Enfim, é um filme muito empolgante pelo efeitos visuais grandiosos, pela sua ação bem arquitetada, pelos momentos que nos dão esperança - mesmo que falsa - e por um final brilhante. Já considerado por muitos como um dos melhores exemplares do gênero, mesmo que não seja um filme fechado e dependa de muitos outros para que tenha um começo, um meio e...
Nota 10 de 10!



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