Vale a Maratona? The End of The F***ing World
James é um adolescente problemático... desde pequeno tem pensamentos absurdos, e vontades que vem do nada - como colocar a mão em óleo fervente ou matar pequenos animais. James, que se autodenomina um psicopata, quer aumentar em tamanho suas 'vítimas' e agora pensa em matar uma pessoa. Sua melhor escolha é Alyssa, que acabou de conhecer no colégio.
Alyssa é uma adolescente muito problemática... arrogante, sem apego por nada material ou por ninguém, ela se afasta e mantém afastado qualquer um. Menos James, que acabou de conhecer no colégio.
Os dois são adolescente que não se encaixam na sociedade. Revoltados e antipáticos, resolvem fugir de suas vidas, rumo a algum lugar que os acolha. Tendo a visão de mundo unilateral de dois adolescente, vão descobrir que a vida é mais difícil do que parece em sua viagem.
Os dois são adolescente que não se encaixam na sociedade. Revoltados e antipáticos, resolvem fugir de suas vidas, rumo a algum lugar que os acolha. Tendo a visão de mundo unilateral de dois adolescente, vão descobrir que a vida é mais difícil do que parece em sua viagem.
No começo não dá pra gostar de nenhum dos dois… é possível até que muitos tenham deixado de assistir nos dois primeiros episódios por causa do caladão James e a falastrona Alyssa. Mas mesmo achando os personagens extremamente irritantes, a série nos mostra que há muito mais por baixo daquilo que eles se mostram para o mundo, com problemas tão reais quanto devastadores, e que o mundo também se mostra mais do que aquele mundo monótono, com situações perigosas e adversas.
Uma série bem filmada, com uma edição rápida, nos primeiros episódios, que diminui e fica mais linear com o tempo. Episódios recheados de humor negro britânico e dos famosos 'plot twists', recurso que ajuda a manter a atenção. O figurino as vezes lembra alguns filmes de Danny Boyle. A trilha sonora também se encaixa bem, mas o destaque vai para edição de som, que dita a tensão quando deve haver tensão, e se silencia em situações que vemos que não vai dar em nada. Há ainda uma narração em off, e dupla, dos pensamentos dos personagens principais… mostrando como eles agem por fora e por dentro - uma cena muito boa é quando Alyssa parece estar muito calma ante a um acontecimento desesperador e nos pensamentos ela tá surtando.
Alex Lawther faz um James bem expressivo, ainda que não houvesse a narração em off saberíamos o que ele tá pensando só pelo olhar. Mas é Jéssica Barden quem carrega a série, é impressionante como ela consegue fazer a gente odiar sua personagem e mesmo assim se preocupar. Dá pra questionar se ela realmente merece esse ódio do ‘telespectador’ no final.
Série tragicômica inglesa, com bastante influência americana. São só 8 episódios de 20 minutos, dá pra assistir numa noite despretensiosa. Mas depois do segundo episódio, se a série te pegou beleza… senão tem outras opções que valem mais a pena.



Gostei muito da crítica. Além do mais, dá pra perceber algo muito mais além na série, que é a influência dos pais na vida dos filhos e como a subjetividade de cada indivíduo é mostrada na série através dos traumas passados .
ResponderExcluirObrigado K. Realmente os traumas dos pais deixaram influencias negativas neles.
ExcluirCurti sua resenha ! Fiz como você comentou " se a série te pegou beleza… senão tem outras opções que valem mais a pena".
ResponderExcluirMas realmente, o cenário é interessante, foi bem filmado, dirigido e estes foram os elementos que me prenderam até o terceiro episódio.
Leciono para adolescentes do Ensino Médio - então passar o meu restante de férias assistindo um casal da espécie atuando com agressividade e violência já é demais pra mim ...srsrsrsrs ...
Fui para o Fargo :)
Pra mim também foi difícil, mas eu via que tinha algo ali que justificaria... e justificou em partes
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