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O Estrangeiro "Só um velho contra um monte de nós"


O mais querido ator chinês e ‘porradeiro’ de nossa época se mostra novamente um ótimo ator de drama. Ao interpretar Sr. Han (o 'Sr Miyagi’ do remake de Karatê Kid em 2010) fomos apresentados a um mestre atormentado por seus erros do passado. Uma surpresa pra quem sempre esteve acostumado a ver Jackie Chan sorrindo em seus filmes de ação/comédia/aventura. Agora com O Estrangeiro, ele repete essa carga dramática, ainda que bem mais contida… mas Chan consegue passar a dor de Quan Ngoc Minh, um pai que acaba de perder a filha… mesmo que se limite às vezes a simplesmente olhar para o ‘nada’...

A história gira em torno de um atentado terrorista, ocorrido numa das ruas de Londres e reivindicado por um grupo autoproclamado ‘IRA Autêntico’. Ataque que deixa a relação entre Inglaterra e Irlanda do Norte bem abalada e cabe ao vice-ministro britânico Lian Hennessey (Pierce Brosnan em grande atuação e sotaque) tentar acalmar os ânimos descobrindo quem são os terroristas. Brosnan recebe a missão por ter uma histórica proximidade com o grupo. E Diante dessa trama territorial, ele ainda tem de lidar com um chinês esguio, que não quer saber das ‘briguinhas internas’ e tentará desesperadamente saber os nomes dos assassinos de sua filha. 

Quan por ser um ex-combatente do exército e especialista em armadilhas aparece pouco, mas é pra sempre nos lembrar de suas especialidades. Já nas cenas de luta, ele apanha bem, mostrando que sua idade o força a sempre ficar escondido. O foco maior do filme é no político irlandês, Brosnan faz mais do que ficar no telefone o tempo todo, ele carrega o desespero em amenizar a situação, que cada vez mais sai do seu controle com segredos obscuros do seu passado e de pessoas ao seu redor.

Pierce Brosnan e Jackie Chan fazem um jogo de gato-e-rato com tensão política e iminentes novos ataques terroristas. Mesmo sem tantas cenas de ação como esperado, elas não deixam a desejar e são bem características de Chan. A melhor e mais bem filmada acontece no terceiro ato e o diretor Martin Campbell nos faz lembrar de seu clássico Casino Royale.

Fugindo do assunto: faltou as cenas de erros de gravação com o Jackie Chan se quebrando todo nos créditos… brincadeiras a parte, vale a pena conferir o embate entre o sobrinho e o 007. 

Nota 7,5



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