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Jurassic World: Reino Ameaçado - Evolução define


Apelando um pouco pra memória afetiva ao filme original, mas com a clara intenção de adicionar novas justificativas pro que acontece em tela, o novo filme da franquia jurássica da Universal investe no elemento suspense e terror, mais até que seu antecessor que apostava na nostalgia. 


Parece que os produtores entenderam as críticas dos anteriores, mas ainda há a sensação de faltar algo pra estourar de vez. O primeiro Jurassic Park (2003) é inesquecível, insuperável dentro da franquia, ouso dizer que é melhor até dos que ainda não foram feitos. O Mundo Perdido (1997) foi até uma boa continuação, mas com cara de adaptação pra TV. O terceiro, lançado em 2001, tenta atualizar seus conceitos, mas peca no pouco orçamento e na falta de interesse do público... na minha opinião seu maior erro foi tirar do T-Rex a figura de maior ameaça, isso eu não perdoo. Já com Jurassic World de 2015 o público mostrou que queria mais e o filme está entre os blockbusters bilionários. Infelizmente a série não é lembrada quando há a pergunta “qual a sua franquia favorita”, tendo sempre “star wars”, “Harry Potter” e “Vingadores” como respostas. Acredito que expandindo suas possibilidades como faz com esse novo filme, a Universal esteja querendo figurar nessas pesquisas.

A história começa mostrando que a Ilha Nublar possui um vulcão, agora em atividade, ameaçando a vida dos animais trazidos à vida milhares de anos após sua extinção. Tratado então como uma “tentativa de correção do curso natural” as autoridades do mundo inteiro decidiram não interromper o processo. Mas grupos ativistas e empresas multimilionárias estão interessados no salvamento de algumas espécies… cada um com o objetivo que lhe convêm.

O diretor Juan Antonio Bayona mostra sua experiências no suspense e cenas debaixo d'água pra montar ótimas cenas de ação, grandes e bem construídas. Os efeitos especiais estão incríveis como sempre, principalmente com os animatrônicos. Na trilha sonora, Michael Giacchino foca muito nos seus corais pra tornar as cenas mais sombrias, só que usa muito pouco do tema principal, eu sinto falta do famoso tema, que só toca quando o filme quer nos fazer lembrar da nostalgia.

O problema fica só por conta do roteiro fraco, que faz o filme ser só uma justificativa pros próximos filmes. Achei um pouco forçado a justificativa do retorno de Owen (Chris Pratt) pra ilha, mas não reclamo pois o ator encaixou muito bem em seu personagem mistura de Indiana Jones e Dr. Grant. Igualmente bem, Bryce Dallas Howard como Claire, mostra que sua personagem não é só forte e corajosa, capaz de fugir usando um salto alto de um Tiranossauro Rex, como agora já de botas ela até consegue cavalga-lo. Uma boa adição pra franquia é a Zia (interpretada por Daniella Pineda), uma jovem determinada a mostrar que as mulheres podem e são capazes de provar seu valor num meio dominado por homens. Em contrapartida o personagem Franklin (Justice Smith) entra aqui só pra fazer graça ao gritar fino de medo, fica engraçado na primeira vez, porem irrita até os dinossauros nas outras 42 vezes que ele repete o ‘desespero’ durante a projeção. É meio forçado criar novos personagens que tenham a mesma característica de velhos personagens, mas é justificável. Benjamin Lockwood por exemplo, aqui mencionado como um sócio na criação do parque original antes não citado nos filmes, é uma clara intenção em criar um novo John Hammond - temos até a famosa bengala - pois o ator original, Richard Attenborough faleceu em 2014.


Algumas sequências no começo são parecidas com o original. A parte da chegada na ilha é bem fiel aos acontecimentos do original. O espanto que Zia tem ao ver um dinossauro pela primeira vez é o mesmo que o Dr Grant e a Dr. Hunt, até o movimento de câmera pra mostrar o Brontossauro é usado. Brontossauro ou Apatossauro, não sei distinguir. Mas depois que há a grande cena de ação que culmina com a destruição da ilha pelo vulcão, o filme passa a se parecer com o segundo filme da franquia. Parece que o caminho aqui é o mesmo que foi planejado anteriormente, mas que foi interrompido pela falta de bilheteria na continuação de 1997. 

Felizmente, agora que o caminho natural foi estabelecido não precisamos mais dos dinossauros mutantes geneticamente alterados, pois os outros cinco filmes já mostraram muito bem, que se ficar repetindo, não dá certo.

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